Entre o protagonismo e a vitimização, há um caminho estratégico para mulheres que querem crescer com autenticidade — sem perder força nem identidade.
Muito se fala em empoderamento feminino no mercado de trabalho. Mas o que isso significa na prática, especialmente para mulheres que enfrentam barreiras sutis e, muitas vezes, internalizadas?
Empoderar-se não é apenas ocupar cargos de liderança. É construir autonomia emocional, poder de influência e consciência de como se posicionar estrategicamente em um ambiente que ainda carrega marcas de uma cultura majoritariamente masculina.
Mas há armadilhas nesse caminho: muitas são silenciosas, outras nem tanto…
- A armadilha da vitimização
Sim, o machismo estrutural existe. A desigualdade salarial também. Mas cair no papel constante de injustiçada pode enfraquecer a nossa capacidade de ação. Quando culpamos o ambiente por tudo, deixamos de usar o que temos de mais poderoso: nossa inteligência estratégica.
Empoderar-se passa por tomar o controle — sem negar as dificuldades, mas sem permitir que elas definam nossos limites.
- A busca por tratamento especial
Flexibilizações e ajustes são importantes quando há critérios de equidade. Mas é preciso cuidado para não confundir isso com pedidos por tolerância ou isenção de cobrança apenas por sermos mulheres.
Mulheres não querem privilégios, mas condições justas para mostrar o que têm de melhor
- O enfrentamento silencioso do mansplaining
“Mansplaining” é quando um homem explica algo óbvio para uma mulher, de forma condescendente. É sutil, mas desconfortável — e comum. Em vez de confrontar com agressividade, que tal responder com assertividade estratégica? Sugestão:
“Vou retomar meu ponto para concluir o raciocínio que iniciei.”
Esse posicionamento, aliado ao apoio de outras mulheres (e também de homens aliados), reforça a autoridade feminina sem conflitos desnecessários.
As pesquisas confirmam…
A McKinsey mostra que mulheres ainda recebem menos feedback de desenvolvimento e são menos indicadas para promoções. A Harvard Business Review revelou que 66% das mulheres já tiveram ideias apropriadas por colegas homens. E segundo o Instituto Ethos, apenas 16,9% das lideranças no Brasil são femininas. Os dados são duros, mas reveladores. E se o cenário é conhecido, então existe a chance de conquistá-lo
Aqui vão algumas dicas para que isso aconteça:
- Desenvolva sua comunicação de impacto
- Posicione-se com firmeza, sem perder o respeito
- Não espere ser escolhida: apresente-se, proponha, decida
- Crie alianças verdadeiras com quem reconhece seu valor
- E o mais importante: cuide da forma como você fala com você mesma
Conclusão:
Empoderar-se não é levantar bandeiras o tempo todo. É tornar-se impossível de ser ignorada — não porque você grita, mas porque sua presença comunica força, clareza e propósito.
É preciso liderar a si mesma antes de liderar os demais!